Sem inspiração, sem algo que me faça teclar freneticamente, apenas a motivação de que saia algo de concreto, algo substancial, ou de valor digamos impactante ou reflexivo, algo que faça, não, algo que force as pessoas pensarem sobre fatos, fatores, ocorridos, conceitos, preceitos, que partem de si ou não, a ideia de que fiz algo para melhor, pelo menos um pouco, mas como fazer isso sem uma fonte de inspiração? O que faço neste momento nada mais é do que apenas uma divagação desnecessária em busca de algo aproveitável, uma imensa sensação de sabe-se lá o que domina-me para libertar-se, mas me libertar do que? Nem sei o que se passa, não sei se é algo que pode ser libertado, se é algo existencial, mas se sinto logo existe, partindo desse conceito, uma pessoa que alucina também vive algo real, porque também está sentindo aquilo que vivencia, mesmo que seja na sua cabeça, isso é dado como não real ou irreal, como definir o que é insano? Como definir o que é loucura? Quando saber onde começa e onde termina a realidade se cada um vê de uma forma? Quantas pessoas se fazem essas mesmas perguntas em sua cabeça constantemente? Qual é o limite de uma pessoa dessas? Qual é o limite de uma pessoa como eu? Se é que tem diferença.
Este ponto definiu o corte do raciocínio descontrolado e sem rumo que havia tomado, um autor em crise, nada mais, nada menos, conclusões a se tirar no próximo texto, na próxima estrofe ou no próximo verso e quem sabe até numa única palavra.
Autor: Darlam do Nascimento
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